Estudo do meio – Paraty

 

Para ficar na memória


Ao sair do ônibus depois de longas 8 horas de viagem cheguei a Paraty ou Parati ou Paratii, nunca soube como escrever, mas acabei adotando a maneira mais usada que é Paraty, mesmo que para mim seja a mais estranha. Ao primeiro olhar parece uma típica cidadezinha colonial, mas Paraty é muito mais do que isso é um lugar cheio de culturas, histórias e muita paz.

Antes mesmo de chegar ao hotel, descemos para almoçar e fazer as atividades do dia. Depois do almoço fomos para uma caminhada ao Forte Defensor. Subimos uma estrada de terra e chegamos aonde um dia foi um importante forte de Paraty, e que hoje é um ponto turístico com uma das vistas mais bonitas da cidade.

Depois de conhecermos um pouco mais da história da cidade descemos para o centro histórico para observar o casario e a arquitetura colonial.

No centro histórico é proibida a entrada de carros e ônibus o que deixa a cidade com um ar ainda mais colonial. No centro histórico fica claro que a cidade que já viveu de ouro, café e cana-de-açúcar, vive hoje do turismo, pela quantidade de lojas e de turistas nas ruas. Após uma pequena pausa para descansar e tomar um sorvete voltamos ao hotel.
No segundo dia da viagem, acordamos cedo, nos arrumamos, tomamos café da manhã no hotel e fomos de ônibus para Paraty-Mirim conhecer o manguezal e uma comunidade caiçara, ao chegar no pequeno bairro nos dividimos e embarcamos em baleeiras. Partimos para o Saco do Mamanguá onde metade do grupo foi por uma trilha e a outra metade foi de canoa pelo mangue.

Antes de sairmos de canoa pelo mangue conversamos um pouco com o biólogo Paulo Nogara que ajuda a preservar o Saco do Mamanguá e as comunidades caiçaras que vivem na região. Logo depois Bebete nos mostrou como os caiçaras fazem redes e como pescam com elas. Em seguida fomos passear de canoa.

Na canoa só cabiam 3 pessoas e após uma aula rápida de como remar, partimos para o mangue. No começo parecia que a canoa ia virar, pois cada uma remava em uma parte, mas acabamos pegando o jeito e a aventura foi bem legal.

Ao final do trajeto chegamos à casa da dona Gracinha onde nos encontramos com o outro grupo para almoçar. Depois do almoço, Gilmar, o filho da dona Gracinha, nos mostrou como se faz um barquinho de uma madeira chamada caixeta. Logo depois cada um ganhou o seu barquinho e o pintou.

Voltamos pela trilha e o outro grupo de canoa. A trilha era no meio da Mata Atlântica e em alguns pontos dava para ter uma vista do manguezal por trás, que era muito bonita. Ao acabar a trilha embarcamos nas baleeiras até Paraty-Mirim onde voltamos de ônibus para o hotel.

À noite fomos para a cidade onde dançamos ciranda com o conjunto “Os Caiçaras”.

No último dia visitamos o centro histórico e visitamos o ateliê de um artista da cidade, Aécio Sarti. Também fizemos uma entrevista com os moradores para escrever um perfil em classe.

Esta viagem foi de muito trabalho e aprendemos muita coisa. Um estudo para ficar na memória e nas páginas do nosso Dário de viagem.

Roberta Pedrosa – 7º ano A
2009


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