CONTOS DE ARTIMANHA

Durante o 1º bimestre, os alunos do 4º ano tiveram a oportunidade de ler, assistir a filmes e produzir textos referentes ao gênero conto de artimanha.
Divertiram-se com a personagem Pedro Malasartes, com as suas proezas e malandragens. Ao assistirem ao filme, no seu original em preto e branco, conheceram as aventuras e um pouco mais das características desse gênero tão atrativo para as crianças

O trabalho culminou com a produção de um texto coletivo por meio da reprodução de uma das histórias desse filme.

Confira e divirta-se lendo as histórias!

 

AS AVENTURAS DE PEDRO MALASARTES
Esta história conta uma das aventuras do matuto Pedro Malasartes.
Pedro foi chamado à sua fazenda para um acontecimento muito ruim, falecimento de seu pai. A herança que deveria ter sido dividida corretamente entre os três irmãos, não foi justa. Pedro ficou apenas com um tacho, um ganso e um pequeno saco com seus pertences. Saiu muito triste de sua fazenda, deixando para trás sua namorada porque não tinha condições de sustentá-la.
No caminho pelo mundo, ele encontrou crianças abandonadas que insistiram muito em acompanhá-lo. Como o Pedro era muito bondoso, de coração mole, ele concordou e deixou que elas o seguissem.
Depois de muitas aventuras, tapeando muita gente para conseguir dinheiro com o objetivo de alimentar as crianças, ele foi pego pelas pessoas que enganou. Essas estavam há muito tempo à sua procura, pois não aceitavam a situação de terem sido passadas para trás.
Com muita raiva de Pedro, os tapeados o colocaram dentro de um saco de estopa bem amarrado e o levaram para a frente da delegacia a pontapés. Queriam que ele fosse preso o mais rápido possível. Enquanto eles conversavam com o delegado sobre o caso, Pedro, muito esperto, conseguiu rapidamente escapar. Sabe como? Por um buraquinho no saco, Pedro avistou um homem que vinha em sua direção e começou a exclamar bem alto:
- Socorro, socorro! Não quero me casar com a filha do rei!
O homem surpreso ouvindo a gritaria quis saber do que se tratava e perguntou-lhe:
- Por que você não quer se casar, sendo que ela tem tanto dinheiro e vai dar tudo que pedir?!
- Você gostaria de trocar de lugar comigo? - perguntou Malasartes rindo por dentro.
O homem, muito ingênuo, logo aceitou e trocou de lugar com o Pedro. Este amarrou bem forte a boca do saco e se escafedeu! Quando todos saíram da delegacia para prender o safado, tiveram uma surpresa. Ao abrir o saco viram que era outro homem. Mais uma vez todos foram tapeados!
Depois de um longo tempo, finalmente Pedro foi encontrado e levado preso. Em seu julgamento fez muitas peripécias: interrompeu várias vezes o juiz, sem entender nada daquelas palavras específicas ditas em um tribunal e retrucou todos que falavam. A situação foi ficando cada vez mais divertida. Porém aos poucos a platéia e o júri perceberam a ingenuidade e pureza de coração daquele pobre homem. Pedro foi absolvido, conseguiu pôr as crianças na escola e arrumou emprego para melhorar de vida e se casar com sua namorada que tanto o esperou.

Texto coletivo – 4º ano C / 2010

 


PEDRO MALASARTES E O GANSO FALANTE
Pedro Malasartes era um caipira muito malandro, engraçado e esperto. Tinha ganhado de herança de seu pai um simples ganso e andava pelo mundo na companhia de crianças órfãs que o seguiam pedindo ajuda e comida.
Ao passar por uma fazenda, já cansados de andar e muito famintos, viram uma casa muito grande e decidiram pedir comida. Ao olhar pela janela, Pedro viu uma mulher e seu irmão conversando e se deliciando com vários pratos de comida. Nesse instante, a mulher ouviu o barulho do carro de seu marido chegando. Como era muito egoísta, guardou o restante da comida dentro de uma gaveta e pediu para o seu irmão esconder-se dentro do armário.
Pedro teve uma ideia de como conseguir comida e falou ao homem que chegava de carro:
— Olá! Eu e meus meninos estamos famintos. Por favor, você teria comida para nos dar?
— Aqueles meninos são seus? Entre, eles precisam de comida. — disse o homem.
O dono da casa pede para a mulher providenciar comida, mas como ela era muito avarenta disse que só tinha um refrigerante e alguns pasteizinhos.
Pedro Malasartes, esperto como era, logo inventou uma história dizendo que o seu ganso falava e que fazia aparecer coisas.
— O ganso está me dizendo agora mesmo que há comida e vinho naquela gaveta. — disse Malasartes.
— Não pode ser! Mulher, vá verificar se isso é verdade.
A mulher, muito zangada, atendeu ao pedido do marido e foi pegar a comida.
Depois, Malasartes continou seu plano dizendo que o ganso falou que tinha um homem dentro do armário. Quando o marido foi verificar, ele descobriu que o seu cunhado estava dentro do armário e, como não gostava dele, ficou muito bravo.
— Você não poderia pedir para o seu ganso fazer esse homem desaparecer? — perguntou o marido com muita raiva.
Pedro desconversou e inventou uma desculpa:
— Xii... o ganso não vai poder trabalhar mais hoje, está muito cansado...
Mesmo assim o homem decidiu comprar o ganso e disse:
—Eu ofereço 1.000 cruzeiros para ficar com esse ganso.
— Claro, mas só se você me der a comida também! — diz Malasartes com cara de safado.
O homem bem satisfeito ficou com o ganso e achando que ele era mágico mesmo.
Pedro sai feliz e satisfeito com a comida e o dinheiro. Encontra as crianças e todos fogem correndo:
— Corre que está vindo uma onça aí!!!
Texto coletivo – 4º ano A / 2010

AS AVENTURAS DE PEDRO MALASARTES
Pedro Malasartes morava numa fazenda com seu pai e seus dois irmãos. Um dia, Pedro recebeu a notícia que seu pai havia falecido. Diante desta situação, os irmãos resolveram fazer a divisão dos bens da família: um ficou com a fazenda e o outro com o dinheiro e o gado. Para Pedro, restou um tacho velho, um ganso e um saco com poucas roupas. E assim, ele saiu da fazenda, sem um destino certo.
Pelo caminho, encontrou cinco meninos órfãos que passaram a acompanhá-lo. A partir desse momento, Pedro começou a aplicar pequenos golpes para conseguir dinheiro e comida. No primeiro, ele vendeu um tacho velho a um homem dizendo que era mágico, pois cozinhava sem fogo. No segundo, vendeu o ganso para um fazendeiro rico, dizendo que era encantado, pois falava e fazia aparecer coisas. No terceiro, ele conseguiu uma carroça, fazendo sua dona segurar um chapéu na estrada, onde supostamente havia um pássaro muito raro.
O homem, o fazendeiro e a mulher não demoraram muito tempo para perceberem que haviam sido enganados. Furiosos, decidiram perseguir Pedro e capturá-lo. Num momento de distração, enquanto caminhava pela estrada Malasartes foi agarrado por trás e colocado dentro de um saco. Mesmo contra a sua vontade, ele foi arrastado pelos três, até a porta da delegacia.
Dentro da delegacia os três, desesperados, contavam suas histórias, ao mesmo tempo, ao delegado.
- Calma! Por favor, um de cada vez! – gritou o delegado.
Enquanto relatavam suas histórias, do lado de fora da delegacia Pedro Malasartes de dentro do saco, espiou por um buraquinho e avistou um homem se aproximando.
- Eu não quero casar com a filha do rei! – berrou Malasartes se debatendo dentro do saco.
Espertamente, repetiu a frase até chamar a atenção do homem que ao se aproximar perguntou:
- Por que você não quer se casar com a filha do rei? Você terá uma vida tão boa...
- Eu não quero ser rico, já fiz uma promessa, que nunca terei nenhuma riqueza! Eu gosto de ser pobre e quero continuar assim! – afirmou Pedro.
O homem, convencido por suas palavras, resolveu ficar em seu lugar. Assim, abriu o saco, ajudou o Pedro a sair e entrou em seu lugar.
- Fique esperando aí que a carruagem já vai passar para te buscar! – falou o Pedro enquanto amarrava o saco para poder escapulir.
Lá dentro da delegacia, depois que ouviu o depoimento dos três, o delegado disse:
- Já que ele é tão esperto assim, é melhor corrermos e trazê-lo para dentro antes que ele fuja!
E assim correram até a porta da delegacia para prendê-lo. Ao abrirem o saco, o homem levantou-se e perguntou:
- Cadê a filha do rei?
Texto coletivo – 4º ano D / 2010

 

PEDRO MALASARTES E O GANSO MÁGICO
Numa cidadezinha do interior de São Paulo, vivia a família de Pedro Malasartes, que era um moço muito esperto. No sítio, moravam Pedro, seus dois irmãos e seu pai.
Certo dia, Pedro acordou com a notícia que seu pai tinha falecido. Ele ficou muito triste.
Com a morte de seu pai, seus irmãos pegaram toda a herança e ele ficou somente com um ganso e um tacho. Pedro então decidiu sair pelo mundo.
Muito triste, saiu do sítio, deixando sua noiva para trás. Enquanto caminhava, encontrou alguns meninos órfãos que foram se juntando a ele. Todos estavam com fome e continuaram andando até avistarem uma pequena casa.
Pedro pediu para os meninos se esconderem e foi observar. Viu a dona da casa servindo vários pratos para seu irmão, que queria dinheiro emprestado. De repente ela ouviu o galope do cavalo de seu marido, escondeu o irmão dentro do armário e guardou as comidas para que ele não visse.
O marido chegou, viu Pedro na porta de sua casa e perguntou:
? O que você está fazendo aqui?
? Estou com fome, queria um pouco de comida ? respondeu Pedro.
? Vamos entrar, almoce comigo.
Os dois entraram e a mulher serviu apenas pastéis e refrigerante.
O ganso começou a falar e Pedro disse que ele estava dizendo que na gaveta tinha vinho, frango, arroz e farofa. O casal duvidou e Pedro disse que o ganso era mágico, ele descobria várias coisas. O marido mandou a mulher abrir a gaveta para confirmar o que o ganso estava dizendo e ela fingiu que estava surpresa e serviu a comida para os dois.
Novamente o ganso começou a falar dizendo que tinha sobremesa e um homem no armário. O dono da casa ficou espantado e pediu para ver o homem, que era seu cunhado. Ele ficou furioso e queria que o ganso fizesse seu cunhado desaparecer, mas Pedro disse que o ganso estava muito cansado e só ia falar novamente no dia seguinte.
O homem ofereceu 1000 cruzeiros pelo ganso. Pedro aceitou, mas também queria as comidas que estavam na mesa.
Feliz da vida, Pedro deu comida para as crianças e foram todos embora.
Pedro não conseguia sustentar as crianças, então as levou para um orfanato religioso e, para não se separar delas, ficou trabalhando lá com sua noiva, que finalmente o encontrou.
texto coletivo – 4º ano B

 

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